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Tag: vinhos

19
jan

3 documentários do NetFlix que vão te dar uma visão geral sobre o mundo dos vinhos

Gosta de Vinhos? Aí vão 3 documentários que vão falar de dicas sobre vinhos, sobre produtores ao redor do mundo, qualidade em processos, muito sobre uvas, a difícil profissão de sommelier, e dicas de bons vinhos, com certeza!

SOMM

Este primeiro retrata a aventura de 4 sommeliers se arriscam fazer o curso para o prestigioso e quase impassável exame que dá direito ao título de mestre em vinhos.

Dicas sobre Vinhos - Documentários

NetFlix – SOMM

SOMM – Dentro da Garrafa

Viticultores e sommeliers mergulham nos mistérios do vinho e abordam desde de sua deliciosa história até os modos de fabricação e comercialização.

NetFlix – SOMM Dentro da Garrafa

SOUR GRAPES

Conheça uma história de excessos e desilusões com o caso fascinante de falsificação de vinhos e um golpista que roubou milhões dos investidores.

Dicas sobre Vinhos - Documentários

NetFlix – Sour Grapes

Quer saber mais sobre vinhos, me pergunte e eu respondo!

Fotos: Netflix

27
out

Trazer ou não bebidas de uma viagem internacional?

Atualmente o cambio não anda lá estas coisas, mas ainda vale muito a pena trazer algumas garrafas bacanas de bebidas de uma viagem que você vai fazer para fora do país, e não só pelo preços que encontramos, mas também pela grande variedade de produtos. E as regras de compra e transporte são bem simples:

Quantidade permitida:

Limite em litros para entrada no Brasil

Limite em litros para entrada no Brasil

O limite por pessoa é de 12 litros, o que corresponde a 16 garrafas de 750 ml vinho, ou 36 garrafas de 330 ml de cerveja, ou algumas garrafas de outras bebidas, desde que a somatória em litros não ultrapasse o limite de litros permitido. E isso não significa que você tenha que escolher uma única categoria, ou seja, você pode mesclar a compra entre vinhos, cervejas e outras bebidas, mas respeitando definitivamente o limite combinado!

 

Tente variar bastante:

Evite trazer muitas garrafas de um mesmo rótulo de bebida, pois o fiscal da alfândega pode deduzir que as bebidas serão comercializadas e não consumidas por você, o que coloca em Mala de Viagem para bebidasrisco a isenção de taxas em compras, que está limitado em US$ 500 por pessoa somando todos o valores das garrafas. Além disso, é prudente guardar as notas das compras para mostrar aos fiscais, casos eles questionem o custo de cada garrafa, e assim provar que você não ultrapassou a sua cota!

No Duty Free:

Duty Free Shop

Duty Free Shop

Além dos 12 litros permitidos por pessoa já mencionados, é possível comprar mais 24 garrafas de bebidas alcoólicas no desembarque no Brasil. A quantidade máxima por categoria é de 12 unidades, ou seja, você pode comprar 12 garrafas de vinho e 12 whisky, por exemplo. As bebidas precisam estar embaladas em sacola selada pela loja e acompanhadas da nota fiscal do dia do voo. E o limite de compras deve seguir as regras do Duty Free, que atualmente também está limitado em US$ 500 por pessoa.

Resumindo, 12 litros durante a viagem de bebidas variadas, limitado em US$ 500 por pessoa + 24 garrafas de bebidas alcoólicas no Duty, também limitado em US$ 500 por pessoa. É uma bela compra, não?

Um último detalhe importante. Se for fazer escalas em vários países com as suas garrafas, verifique as leis de transporte e entrada de bebidas de cada destino antes de retornar ao Brasil, pois as regras mudam bastante, inclusive as limitações em litros e % alcoólico, e assim evite perder as suas garrafas ou até ter que pagar muitas taxas nos desembarques. Dica, deixe para fazer as suas compras no último país de destino antes de retornar ao Brasil, fica bem mais fácil, além de não ter que ficar carregando o peso para lá e para cá.

5
set

Um guia básico para explorar o Eataly

Nunca pisei em um dos parques da Disney. Mas tenho a minha própria Disneylândia gastronômica em São Paulo – e, para minha sorte, fica no caminho entre o trabalho e a minha casa. Só de pisar no Eataly me teletransporto para diferentes latitudes. Pode ser um vilarejo na Toscana ou para Nova York, onde conheci a rede italiana pela primeira vez. Para quem nunca passou por uma das lojas, explico o conceito: é um misto de supermercado gourmet com comidinhas, ingredientes, bebidas, livros e acessórios bacanas (e, ok, caros…). Tudo isso cercado de restaurantes temáticos por todos os lados. Tem o italiano (recorde de espera), o de risotos, o de carnes, o de peixes, o mais sofisticado… Só os restaurantes já valem um post separado (e isso já está na minha listinha!).

A proposta hoje é dar uma ideia de coisas bacanas que você pode comprar no Eataly sem ir à falência. Nas minhas visitas já saí várias vezes mega feliz com aquisições de um ticket de 30 reais. Fanática assumida, fui conhecer a loja de São Paulo na JK no dia da inauguração e estou na expectativa para a nova unidade da Avenida Paulista, prevista para o ano que vem. Posso dizer que virei tipo uma “tia Augusta” do Eataly. Cada vez que levo amigos para conhecer a loja, saio fazendo um tour e mostrando minhas aquisições preferidas, que replico aqui pra você:

Azeites no Eataly

Azeites: para saborear com a boca e com os olhos

  • Azeites
    Prefiro começar minha visita pelo primeiro andar porque aí estão as coisas mais pesadas para ir no fundo da cestinha (e as coisas frescas estão no térreo). Na área de azeites, não se assuste com os rótulos que passam dos 100 reais. Respire e siga para a opção servida nos restaurantes da casa. É da marca Cusina, e 500 ml custam pouco mais de 50 reais. Esse azeite tem um sabor bem pronunciado e fica uma delícia para molhar no pão.
  • Farinha
    Depois que fiz um curso sobre a verdadeira pizza napolitana, nunca mais consegui usar as farinhas comuns do supermercado. O resultado com as italianas, claro, é imbatível. Geralmente compro a marca 5 Staggionni. Custa uns 15 reais, e um pacote de um quilo rende umas 8 pizzas grandes (ou um montão das pequenas, que faço para comer com uma saladinha).
  • Arroz
    Outro aprendizado num curso, desta vez no Eataly mesmo, foi focar no arroz Carnaroli para fazer risoto, em vez de usar o tradicional Arbóreo, dá um resultado melhor. Mas há uma variedade imensa de tipos e marcas nas prateleiras. Dá para encontrar arroz negro e aqueles risotos artesanais prontos que a gente compra na Itália – eu amo o de limão siciliano e o de funghi.
Eataly massas frescas

Massas frescas: escolha na vitrine as opções do dia

  • Pasta
    Esqueça qualquer tentativa de se controlar ao passar pelas massas (aliás, elas estão espalhadas por diferentes áreas e andares, só para aumentar a tentação…). Divida a sua atenção em dois focos. Primeiro, analise as secas. Tem macarrão de todos os tipos, formatos e gostos, como os de Nero di Seppia, Tartufo, Olive e Funghi. Mas a estrela da casa está na parte de massas frescas. Você compra por quilo, com opções que vão do nhoque de batata ao ravióli de abóbora e o tagliatelle barbabietola (beterraba em italiano).
  • Vinhos
    Boa parte dos rótulos é overpriced (há opções que passam de 3 mil reais a garrafa…). Mas sempre dá para achar vinhos italianos e até espumantes na faixa dos 50 reais. Fique de olho também nas promoções, às vezes tem até Brunello com um desconto significativo.
  • Queijos e embutidos
    Agora estamos no térreo e por mais caro que esteja o presunto de Parma é difícil resistir a pegar uma bandejinha com algumas gramas para matar a vontade. Os salames também são incríveis. Na parte dos queijos, os meus queridinhos no Eataly são o Grana Padano (geralmente dá para encontrar pedaços bem pequenos que não matam o bolso) e o Taleggio, que é super cremoso. Mas vale ir experimentando algo diferente a cada visita.
Pão de azeitonas Eataly

Pão de azeitonas: um clássico do Eataly

  • Pães
    Se você chegar nos horários de pico com certeza vai conseguir ver o pessoal da padaria com a mão na massa. Já aviso que vai ser difícil sair sem levar algo da padaria. O pão de azeitonas é imperdível (é grande, mas dá para fatiar e congelar). Tem muita coisa bacana para explorar: o de figo, o de calabresa, as focaccias espalhadas no balcão… Até o pão de hambúrguer da casa é uma delícia – e fica perfeito com o hambúrguer vendido no açougue, bem alto e suculento.
    A última parada obrigatória, para mim, é sempre na área de frutas e verduras. Já que o pecado da gula será inevitável, que pelo menos ele venha acompanhado de muita rúcula, um pouco de tomilho e uma salada de frutas fresquinhas.

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10
ago

Qual o melhor abridor de vinhos para se ter em casa?

Algumas pessoas me perguntam qual o melhor abridor de vinhos para se ter em casa. Atualmente existem muitos modelos modernos, cheios de design, muito bonitos, aliás, disponíveis no mercado e em todas essas lojas especializadas em utensílios residenciais. Mas será que vale a pena gastar tanto dinheiro em uma ferramenta tão simples? Na minha opinião definitivamente não, e a melhor opção continua sendo a mais simples e tradicional: o velho e bom abridor de duas fases. Aquele mesmo, que os nossos amigos sommeliers usam nos restaurantes e que podemos adotar sem qualquer frescura e com um pouco de conhecimento. O primeiro motivo é o valor, pois existem muitas opções de boa qualidade e com bom preço. O segundo motivo é que os mais modernos e cheios de “invencionices” quebram com muita facilidade ou falham na hora da abertura da garrafa, danificando a rolha. Resultado: viram lixo rapidamente e lá se foi o seu dinheiro!

O abridor de duas fases sem dúvida alguma é o mais fácil e tradicional de se manipular e seguindo algumas etapas bem simples, a abertura da garrafa fica muito mais tranquila. E a melhor parte é que eles duram muito mais tempo na sua gaveta de utensílios!

Em seguida explico o passo a passo do processo, e sem rodeios!

Abridor de Vinhos

Cortando o lacre

1. Corte do lacre. O abridor de duas fases tradicional vem com uma pequena lamina dobrada em uma das extremidades;

2. Abra a lamina e faça um corte circular ao redor e logo abaixo da boca da garrafa. Retire essa tampa do lacre de alumínio e descarte, em seguida, feche a lamina para evitar pequenos acidentes.

3. Essa tampa do lacre deve ser sempre cortada um pouco abaixo da boca da garrafa de vinho para evitar qualquer contato do liquido com o alumínio na hora de servir, pois esse contato com o alumínio pode alterar o sabor do vinho;

4. Desdobre o saca-rolhas e insira na rolha. Posicione a ponta do saca-rolhas no centro da rolha da garrafa de vinho, empurre-o e comece a torcer. Mantenha esse processo até que você tenha apenas uma torção aparente disponível;

5. Se você não torcer o suficiente, deixando apenas esta sobra aparente, a rolha pode quebrar em pedaços ao tentar extraí-la;

Abridor de Vinhos

Torcendo o suficiente

6. Comece a retirada da rolha. Apoie o primeiro estágio do braço da alavanca para baixo no gargalo da garrafa. Empurre a alavanca para baixo para que a rolha comece a se mover para cima. Se necessário, use o segundo estágio do abridor para continuar a retirada total da rolha, mas nunca dobre a rolha forçando a retirada, pois ela pode quebrar;

7. Em alguns vinhos as rolhas são maiores em função da característica do vinho, e nestes casos o cuidado tem que ser redobrado para evitar a quebra da rolha, e o uso do segundo estagio será muito necessário;

8. Se a rolha não ceder e começar a subir, você pode não ter torcido o suficiente o saca-rolhas. Garanta que a torção foi centralizada na rolha e a sobra aparente é de apenas uma torção;

9. Retire a rolha com cuidado. Puxe a alça do saca rolha para cima com firmeza. A rolha deve facilmente sair da garrafa com um ligeiro “pop”.

10. Se a rolha não começar a sair, faça mais uma torção final do saca-rolhas, e repita o processo da retirada. Conclua o processo retirando a rolha do saca-rolhas torcendo ele ao contrário e segurando a rolha com firmeza.

Abrir uma garrafa vinho com rolha não tem que ser um mistério, mas é um processo que deve ser executado seguindo esses pequenos cuidados, pois depois ter que “coar” o líquido para servir, não será nada legal!

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5
ago

Será que tenho que usar decanter em casa?

O próprio termo decantar já te responde isso, pois significa basicamente isolar um líquido de suas impurezas, e neste caso se você é um consumidor de vinhos mais jovens e sem potencial de guarda, será muito improvável a sua utilização. Muitas pessoas confundem as principais situações que merecem o uso do decanter, mas que são bem simples!

A primeira delas, que o próprio nome já define, é o serviço de vinhos tintos que ficaram armazenados por muito tempo, ou seja, que na sua concepção a expectativa de consumo demoraria alguns ou muitos anos, os conhecidos vinhos de guarda, e nestes casos os vinhos acumulam uma borra ou resíduos no fundo da garrafa. Se servidos diretamente da garrafa para as taças, inevitavelmente esses resíduos virão junto, e que incomodam o olhar e o paladar.

O segundo motivo, e que também tem uma ligação com o este acima, é a aeração de vinhos que possuem ou não acumulo de borra, que é aquela situação em que o vinho precisa de um contato maior com o oxigênio para enaltecer os aromas e sabores característicos e até possibilitar o surgimento de outros inesperados e ocultos, mas isso na maioria das vezes também só acontece com vinhos com potencial de guarda.

Ou seja, excluindo estas duas opções, o decanter se toma apenas um recipiente para servir o vinho, basicamente uma “jarra” bonita para impressionar os familiares e amigos, mas o grande problema desta brincadeira é o trabalho que dá para usar na hora de servir, lavar e também guardar, pois a lavagem tem que ser muito bem feita após o uso, do fundo principalmente, sem detergente, apenas com água bem quente, ou seu decanter vai manchar rapidamente. Guardá-lo também merece um pouco de cuidado, de preferência cobrindo a boca com um filme plástico para evitar a entrada de poeira ou sujeira, mesmo que que ele fique em uma armário fechado. Isso tudo sem contar com a possibilidade de quebra durante o uso e lavagem, pois os de boa qualidade são feitos de cristal ou pelo menos de cristal e titânio, e bem delicados! Então muito cuidado, ou pronto, lá se foi o seu dinheiro!

O resumo de tudo isso e meu conselho, é abrir a sua garrafa de vinho com alguma antecedência, cerca de uma hora antes, deixá-la descasando e em seguida servi-la aos familiares e amigos, mas quando o vinho tiver potencial de aeração. Se for um vinho de guarda com presença de resíduos, vai merecer decantar, porém este é um processo delicado e com alguns procedimentos bem importantes, e isso eu explico em breve!