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Tag: viagens

27
out

Trazer ou não bebidas de uma viagem internacional?

Atualmente o cambio não anda lá estas coisas, mas ainda vale muito a pena trazer algumas garrafas bacanas de bebidas de uma viagem que você vai fazer para fora do país, e não só pelo preços que encontramos, mas também pela grande variedade de produtos. E as regras de compra e transporte são bem simples:

Quantidade permitida:

Limite em litros para entrada no Brasil

Limite em litros para entrada no Brasil

O limite por pessoa é de 12 litros, o que corresponde a 16 garrafas de 750 ml vinho, ou 36 garrafas de 330 ml de cerveja, ou algumas garrafas de outras bebidas, desde que a somatória em litros não ultrapasse o limite de litros permitido. E isso não significa que você tenha que escolher uma única categoria, ou seja, você pode mesclar a compra entre vinhos, cervejas e outras bebidas, mas respeitando definitivamente o limite combinado!

 

Tente variar bastante:

Evite trazer muitas garrafas de um mesmo rótulo de bebida, pois o fiscal da alfândega pode deduzir que as bebidas serão comercializadas e não consumidas por você, o que coloca em Mala de Viagem para bebidasrisco a isenção de taxas em compras, que está limitado em US$ 500 por pessoa somando todos o valores das garrafas. Além disso, é prudente guardar as notas das compras para mostrar aos fiscais, casos eles questionem o custo de cada garrafa, e assim provar que você não ultrapassou a sua cota!

No Duty Free:

Duty Free Shop

Duty Free Shop

Além dos 12 litros permitidos por pessoa já mencionados, é possível comprar mais 24 garrafas de bebidas alcoólicas no desembarque no Brasil. A quantidade máxima por categoria é de 12 unidades, ou seja, você pode comprar 12 garrafas de vinho e 12 whisky, por exemplo. As bebidas precisam estar embaladas em sacola selada pela loja e acompanhadas da nota fiscal do dia do voo. E o limite de compras deve seguir as regras do Duty Free, que atualmente também está limitado em US$ 500 por pessoa.

Resumindo, 12 litros durante a viagem de bebidas variadas, limitado em US$ 500 por pessoa + 24 garrafas de bebidas alcoólicas no Duty, também limitado em US$ 500 por pessoa. É uma bela compra, não?

Um último detalhe importante. Se for fazer escalas em vários países com as suas garrafas, verifique as leis de transporte e entrada de bebidas de cada destino antes de retornar ao Brasil, pois as regras mudam bastante, inclusive as limitações em litros e % alcoólico, e assim evite perder as suas garrafas ou até ter que pagar muitas taxas nos desembarques. Dica, deixe para fazer as suas compras no último país de destino antes de retornar ao Brasil, fica bem mais fácil, além de não ter que ficar carregando o peso para lá e para cá.

3
jun

Nossa casa, seu restaurante

JantaAnos atrás, antes das experiências gastronômicas virarem modinha, eu li sobre um casal de brasileiros que oferecia jantares fechados em sua casa ­­– em Paris. Imediatamente, me transportei para esse cenário desconhecido, imaginando como seria montar um negócio assim numa das maiores concentrações de chefs por metro quadrado. E confesso, também, que me deu uma curiosidade imensa de saber como tudo funcionava. Queria eu ter a coragem de abrir minha casa para pessoas desconhecidas, atraídas pela promessa de comer algo diferente.

E um dia lá fui eu para Paris, rumo ao Chez Nous Chez Vous. Ansiedade e expectativa estavam nas alturas. Fui a primeira a chegar, e os chefs Célia e Gustavo Mattos me receberam na sala do seu charmoso apartamento no 15o. arroundissement de Paris. Entre uma taça de espumante e outra, foram chegando todos os “convidados” da noite, mais dois casais e o sobrinho dos chefs, o Juliano, de passagem por Paris. Éramos todos brasileiros.

O menu do jantar é surpresa, e os próprios chefs vão servindo as criações que saem de uma cozinha superequipada. Já surpreendem no couvert. Para cada um dos convidados, o pãozinho acompanha uma manteiga aromatizada de flor de sal de diferentes partes do mundo (a minha era do rio Murray, na Austrália). Depois vem uma sequência de quatro pratos: creme de abóbora perfumado com pérolas de trufas; ovo perfeito com camarões; lombo de bacalhau ao molho de champanhe; confit de pato, cozido lentamente, a 60 graus, por 51 horas. Na França como os franceses e, claro, o cardápio incluiu uma seleção de queijos e ainda duas sobremesas.

Foi uma noite inesquecível. E talvez, também, o jantar mais caro da minha vida, considerando a cotação atual do euro. Com o rateio dos vinhos e espumantes entre todos, foram uns 200 euros (bem mais do que paguei, semanas depois, para almoçar num estrelado do Michelin). Então, um amigo me questionou: você pagou isso para comer num restaurante de brasileiros em Paris? Paguei e não me arrependo. Deixei os euros, mas levei risadas, sabores, alguns amigos e uma vontade imensa de fazer algo assim algum dia na vida.