Login

Register

Login

Register

Tag: jantar

20
set

Receita de massa fresca diferente

Massa fresca, comparada às industriais é algo que realmente faz diferença. Não é muito prático fazê-las em casa mas é bem fácil quando se tem uma máquina, manual ou elétrica. Sempre que faço, fico imaginando que loucura era a trabalheira que as mamas italianas tinham nos primórdios para esticar uma massa sem máquina, até hoje algumas delas fazem questão de passar horas esticando, esticando, esticando… bom, sem dúvida o sabor compensa depois. Até porque as farinhas italianas são realmente diferenciadas. Na Europa eles possuem uma variedade diferente de trigo, com glúten mole, mais macio, então se tiver acesso a uma farinha italiana (do tipo 00), vale muito a pena. Mesmo assim, é de se admirar o amassa-amassa tradicional de longa data.

Receita de Massa Caseira

Massa Caseira

Bom aqui na Ámerica, mais precisamente em casa, fazemos de vez em quando, aos finais de semana e cada vez testamos uma receita nova. Uma das que mais gosto, vou ensinar agora.

A mais tradicional receita diz para usar 1 ovo para cada 100 gramas de farinha. Se quiser a massa mais amarelinha, pode usar só a gema, aí nesse caso são 2. Você pode tb substituir 1/3 da farinha por semolina, que também deixa mais amarelinha e macia, mas não é tão fácil de encontrar como a farinha normal. Aqui, vamos fazer uma bricadeira e trocar 1 ovo por 50ml de vinho branco (chardonay, por exemplo). Usei a princípio 500g de farinha 00, 4 ovos e o vinho.

Como fazer:

Em uma tigela, coloque a farinha e faça um espaço no meio. Coloque os ovos já misturados (não é necessário bater, apenas misturar) ou coloque os ovos inteiros e bata ali mesmo. Acrescente o vinho. Misture com a farinha o máximo que puder, pode começar com o garfo e terminar com a mão. Passe farinha na mão e continue amassando para estimular o glúten. Não pode ficar grudenta, tem que virar uma bola de massa macia e elástica. Quando chegar a esse ponto, deixe na tigela e coloque-a coberta com filme plástico dentro da geladeira por 1/2 hora. Depois abra com o rolo na mesa (espalhe farinha para não grudar) ou estique com a ajuda da máquina.

A massa fica macia, cozinha super rápido e não fica com gosto do vinho. Experimente!

 

Veja também a Receita de Focaccia sem Glúten da Paula!

 

Save

Save

11
ago

Frutos do mar e um molho versátil de vinho branco

Essa receita eu diria que é um ás na manga, um coringa, super flex. Isso porque depois que você conhecer o mix básico, pode variar ps frutos do mar (pra quem não gosta de mariscos) ou o carboidrato, mas a essência permanece, fica bom demais e todas as variações vão combinar muito bem.

A versão da foto é com mariscos, mas você pode usar lula, polvo, camarão, vieiras e até lagosta. Ela também vai espaguete, mas você pode usar outra massa como o talharine ou o arroz de risoto.

O segredo é deixar os frutos do mar pouquinho tempo no fogo, por volta de 10 minutos para os que fiquem bem macios.

Mariscos ao molho de vinho branco.

Mariscos ao molho de vinho branco.

Você vai precisar de:

 

– 2 tomates italianos sem sementes, picados brunoise (cubos bem pequenos)
– 1 cebola média, picada brunoise
– 2 dentes de alho
– 150ml de vinho branco seco
– 1 colher de chá de páprica picante (se não tiver, pode ser a doce)
– sal e pimenta do reino a gosto

Cozinhe a massa apenas no sal de acordo com a embalagem tirando-a do fogo 5 minutos antes do ponto que você gosta. Se fizer o risoto, faça-o como de costume utilizando caldo de peixe ou vegetais e retire 5 minutos antes também.

Em uma frigideira larga, refogue a cebola até pouco antes de dourar, depois o alho e em seguida o tomate. Acrescente os frutos do mar lavados e bem escorridos e deixe refogar por 5 minutos, sem mexer muito.

Enquanto isso, salpique o sal, a pimenta do reino e a páprica. Acrescente o vinho branco, mexa e deixe mais 5 minutos. Desligue o fogo, acrescente a massa na mesma frigideira (ou o risoto), misture levemente com os frutos do mar e sirva em seguida.

O molho que se cria a partir do caldo tomate e do vinho junto com a páprica, dá cor e sabor ao prato, sem se sobressair aos frutos.

Fica delicioso e bem prático e rápido de fazer. Experimente, depois me conte.

 

 

Save

Save

3
jun

Nossa casa, seu restaurante

JantaAnos atrás, antes das experiências gastronômicas virarem modinha, eu li sobre um casal de brasileiros que oferecia jantares fechados em sua casa ­­– em Paris. Imediatamente, me transportei para esse cenário desconhecido, imaginando como seria montar um negócio assim numa das maiores concentrações de chefs por metro quadrado. E confesso, também, que me deu uma curiosidade imensa de saber como tudo funcionava. Queria eu ter a coragem de abrir minha casa para pessoas desconhecidas, atraídas pela promessa de comer algo diferente.

E um dia lá fui eu para Paris, rumo ao Chez Nous Chez Vous. Ansiedade e expectativa estavam nas alturas. Fui a primeira a chegar, e os chefs Célia e Gustavo Mattos me receberam na sala do seu charmoso apartamento no 15o. arroundissement de Paris. Entre uma taça de espumante e outra, foram chegando todos os “convidados” da noite, mais dois casais e o sobrinho dos chefs, o Juliano, de passagem por Paris. Éramos todos brasileiros.

O menu do jantar é surpresa, e os próprios chefs vão servindo as criações que saem de uma cozinha superequipada. Já surpreendem no couvert. Para cada um dos convidados, o pãozinho acompanha uma manteiga aromatizada de flor de sal de diferentes partes do mundo (a minha era do rio Murray, na Austrália). Depois vem uma sequência de quatro pratos: creme de abóbora perfumado com pérolas de trufas; ovo perfeito com camarões; lombo de bacalhau ao molho de champanhe; confit de pato, cozido lentamente, a 60 graus, por 51 horas. Na França como os franceses e, claro, o cardápio incluiu uma seleção de queijos e ainda duas sobremesas.

Foi uma noite inesquecível. E talvez, também, o jantar mais caro da minha vida, considerando a cotação atual do euro. Com o rateio dos vinhos e espumantes entre todos, foram uns 200 euros (bem mais do que paguei, semanas depois, para almoçar num estrelado do Michelin). Então, um amigo me questionou: você pagou isso para comer num restaurante de brasileiros em Paris? Paguei e não me arrependo. Deixei os euros, mas levei risadas, sabores, alguns amigos e uma vontade imensa de fazer algo assim algum dia na vida.