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Tag: degustação

21
set

Let´s Churras

Estou feliz e animado em participar desse projeto. Com grande prazer espero contribuir com informações, dicas, receitas e tudo mais que envolve o mundo da grelha e do churrasco.

Trabalhei alguns anos ao lado de Marcos Bassi, e tive a sorte de aprender bastante sobre o mundo da carne e do churrasco. Mas o ensinamento mais importante que aprendi com o Marcos, serve tanto para a carne, quanto para qualquer tipo de alimento e até mesmo profissão. “A qualidade da carne ou do alimento é extremamente importante, mas o jeito que você trata e manuseia, esse deve ser único, isso é o que te faz diferente.

Imagino eu, que por esse motivo existam tantos churrasqueiros, cozinheiros, coqueteleiros, doceiros e etc. Os amadores apaixonados por culinária que estão entre nós. Aquele amigo que começa a comandar a grelha sem que ninguém peça. A amiga que vai escondida para a cozinha e de repente aparece com alguma surpresinha especial. O animado que sempre apresenta um drink diferente na hora certa.

Essas pessoas tem a incrível paixão de servir. A paixão de ver as pessoas felizes e satisfeitas com algo que lhes foi servido. Esse é um sentimento realmente bom.
São essas pessoas que um dia se aventuram a abrir restaurantes, bares, docerias e etc. Sentem a necessidade de colocar o que fazem de melhor, dentro da boca das pessoas, o que se torna maravilhoso para o mundo. Coisas boas feitas com paixão.

Eu sou esse cara do churrasco. Desde de pequeno comandei a churrasqueira ao lado do meu pai. Muito antes de trabalhar com o Bassi, eu já era o churrasqueiro da turma, aquele que começa à comandar a grelha sem que ninguém peça. Sou um apaixonado por churrasco. Faço sempre que posso, seja para amigos, esposa, família ou até mesmo sozinho. Todo aquele ritual me encanta, desde acender o fogo até cortar o primeiro naco de carne. Pode levar tempo e precisa ter paciência, mas não existe pressão, afinal, é um churrasco.

Eu reputo o churrasco como o evento gastronômico mais bacana que possa existir no mundo. Acho que é o único evento que você pode vestir bermuda e chinelo, independente de onde seja. Se você for convidado para um churrasco no Palácio de Buckingham, você pode aparecer de bermuda e chinelo. “Me disseram que era um churrasco!” Por isso que o churrasco é a refeição mais preparada no Brasil durante os finais de semana. Esse dado é meu, não vi no Data Folha, inventei agora e imagino que seja verdade, acho que tenho mais credibilidade que o Data Folha, não? É só parar para pensar e ver para quantos churrascos você foi convidado nos últimos tempos.

É o tipo de evento que não existe classe social, no final das contas, todo mundo faz e come churrasco. Um caminhoneiro assa carne dentro de uma roda de ferro na beira da estrada, assim como um milionário faz churrasco em alto mar no seu barco de 70 pés. Tirando vegetarianos, acho que nunca conheci uma pessoa que não gostasse de churrasco. Não é pra menos, afinal, churrasco é bom demais!

Let´s churras galera! Vamos assar muita carne, trocar ideias e boas experiências.

Um grande abraço

 

8
ago

Um café e a conta, por favor

Sou dessas pessoas que não vivem sem café. Sinto abstinência, as mãos tremem. O prazer começa antes mesmo do primeiro gole: é só sentir o cheiro e ver a fumaça saindo da xícara pra já ficar feliz. O café me provoca sentimentos, e isso vem de família. Toda vez que chego na casa da minha mãe, meu tio Davi vai correndo ferver a água e preparar um bule de café coado – com coador de pano. É um ritual que nos traz uma infinidade de memórias boas. Naquele momento, é o melhor café que pode existir no mundo.

Eu acredito que existe uma relação direta entre a técnica de preparo do café e as emoções que despertam em cada um de nós. No meu caso, o coado vai ser sempre afetivo, porque teletransporta a minha família para perto de mim. Já a cafeteira italiana Bialetti me traz um ar de independência. Foi uma das primeiras aquisições para a minha cozinha quando saí da casa da minha mãe. E aí vem a terceira “técnica” que eu uso em casa, uma Nespresso.

Early adopter que sou aderi à marca há uns oito anos e estou no meu segundo modelo. Hoje há toda a discussão ecológica sobre as cápsulas descartáveis, mas é outro ponto que tem me levado a consumi-las bem menos. O café é correto, prático, rápido. Tem cheiro, tem fumaça. Só que não me desperta emoções. É meu café da pressa (e não há marketing que me faça lembrar do George Clooney quando estou com o tempo apertado para ir trabalhar…). Confesso que fico frustrada quando vou a um restaurante bacana e recebo uma xícara de Nespresso. Você comeu super bem, mas faltou o gran finale. Era isso que você preparou para mim, chef? Foi só apertar um botão :-(.

Meu amor pelo café ganhou um nível ainda mais alto no mês passado quando eu e a minha amiga Yara fomos fazer um curso de dia inteiro no Coffee Lab, na Vila Madalena. Para quem nunca esteve lá, é uma espécie de templo do café, tanto para degustar como para comprar apetrechos e blends especiais. No cardápio, há vários rituais que permitem fazer comparações entre o mesmo grão em diferentes métodos. E ainda pequenas provocações: é melhor tomar café com um pedaço de queijo ou com um de chocolate? Faz diferença coá-lo com água filtrada ou com água italiana Panna? Experimente e dê sua resposta. Aqui, não existe uma única opção correta.

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Ao fim de um dia de curso, aprendi que escolher um grão pode ser quase como escolher uma garrafa de vinho. Que a maioria das opções de pó do supermercado, mesmo as premium, estão longe de um padrão de qualidade mínimo. Que meu moedor de café foi uma aquisição essencial. Que as técnicas de French Press e AeroPress não me seduzem. Que tomar o café quente demais prejudica o sabor (nunca mais vou reclamar num restaurante quando não chega queimando a minha língua…). Que poucos restaurantes e cafeterias realmente servem um expresso bem tirado. E que nem o café mais caro do mundo vai me tirar o prazer de tomar uma xícara de café coado pelo tio Davi ou na minha velha e boa Bialetti.

5
ago

Será que tenho que usar decanter em casa?

O próprio termo decantar já te responde isso, pois significa basicamente isolar um líquido de suas impurezas, e neste caso se você é um consumidor de vinhos mais jovens e sem potencial de guarda, será muito improvável a sua utilização. Muitas pessoas confundem as principais situações que merecem o uso do decanter, mas que são bem simples!

A primeira delas, que o próprio nome já define, é o serviço de vinhos tintos que ficaram armazenados por muito tempo, ou seja, que na sua concepção a expectativa de consumo demoraria alguns ou muitos anos, os conhecidos vinhos de guarda, e nestes casos os vinhos acumulam uma borra ou resíduos no fundo da garrafa. Se servidos diretamente da garrafa para as taças, inevitavelmente esses resíduos virão junto, e que incomodam o olhar e o paladar.

O segundo motivo, e que também tem uma ligação com o este acima, é a aeração de vinhos que possuem ou não acumulo de borra, que é aquela situação em que o vinho precisa de um contato maior com o oxigênio para enaltecer os aromas e sabores característicos e até possibilitar o surgimento de outros inesperados e ocultos, mas isso na maioria das vezes também só acontece com vinhos com potencial de guarda.

Ou seja, excluindo estas duas opções, o decanter se toma apenas um recipiente para servir o vinho, basicamente uma “jarra” bonita para impressionar os familiares e amigos, mas o grande problema desta brincadeira é o trabalho que dá para usar na hora de servir, lavar e também guardar, pois a lavagem tem que ser muito bem feita após o uso, do fundo principalmente, sem detergente, apenas com água bem quente, ou seu decanter vai manchar rapidamente. Guardá-lo também merece um pouco de cuidado, de preferência cobrindo a boca com um filme plástico para evitar a entrada de poeira ou sujeira, mesmo que que ele fique em uma armário fechado. Isso tudo sem contar com a possibilidade de quebra durante o uso e lavagem, pois os de boa qualidade são feitos de cristal ou pelo menos de cristal e titânio, e bem delicados! Então muito cuidado, ou pronto, lá se foi o seu dinheiro!

O resumo de tudo isso e meu conselho, é abrir a sua garrafa de vinho com alguma antecedência, cerca de uma hora antes, deixá-la descasando e em seguida servi-la aos familiares e amigos, mas quando o vinho tiver potencial de aeração. Se for um vinho de guarda com presença de resíduos, vai merecer decantar, porém este é um processo delicado e com alguns procedimentos bem importantes, e isso eu explico em breve!

3
jun

Nossa casa, seu restaurante

JantaAnos atrás, antes das experiências gastronômicas virarem modinha, eu li sobre um casal de brasileiros que oferecia jantares fechados em sua casa ­­– em Paris. Imediatamente, me transportei para esse cenário desconhecido, imaginando como seria montar um negócio assim numa das maiores concentrações de chefs por metro quadrado. E confesso, também, que me deu uma curiosidade imensa de saber como tudo funcionava. Queria eu ter a coragem de abrir minha casa para pessoas desconhecidas, atraídas pela promessa de comer algo diferente.

E um dia lá fui eu para Paris, rumo ao Chez Nous Chez Vous. Ansiedade e expectativa estavam nas alturas. Fui a primeira a chegar, e os chefs Célia e Gustavo Mattos me receberam na sala do seu charmoso apartamento no 15o. arroundissement de Paris. Entre uma taça de espumante e outra, foram chegando todos os “convidados” da noite, mais dois casais e o sobrinho dos chefs, o Juliano, de passagem por Paris. Éramos todos brasileiros.

O menu do jantar é surpresa, e os próprios chefs vão servindo as criações que saem de uma cozinha superequipada. Já surpreendem no couvert. Para cada um dos convidados, o pãozinho acompanha uma manteiga aromatizada de flor de sal de diferentes partes do mundo (a minha era do rio Murray, na Austrália). Depois vem uma sequência de quatro pratos: creme de abóbora perfumado com pérolas de trufas; ovo perfeito com camarões; lombo de bacalhau ao molho de champanhe; confit de pato, cozido lentamente, a 60 graus, por 51 horas. Na França como os franceses e, claro, o cardápio incluiu uma seleção de queijos e ainda duas sobremesas.

Foi uma noite inesquecível. E talvez, também, o jantar mais caro da minha vida, considerando a cotação atual do euro. Com o rateio dos vinhos e espumantes entre todos, foram uns 200 euros (bem mais do que paguei, semanas depois, para almoçar num estrelado do Michelin). Então, um amigo me questionou: você pagou isso para comer num restaurante de brasileiros em Paris? Paguei e não me arrependo. Deixei os euros, mas levei risadas, sabores, alguns amigos e uma vontade imensa de fazer algo assim algum dia na vida.

 

19
abr

Será que eu preciso de tantas taças?

Quem disse que a gente precisa ter aquele arsenal de taças profissionais dos restaurantes em casa para beber ou servir um bom vinho aos familiares e amigos?

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