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Não sei exatamente de onde veio a minha obsessão pelo Bloody Mary. Não faz tanto tempo assim. Só sei que bastou provar uma vez para querer sempre mais. O ardor da pimenta, o tomate, o sal. Para mim, é quase uma refeição líquida com certo teor alcóolico. Alguns amigos torcem o nariz para o meu pedido, experimentam e fazem caretas. Mas basta ver meu drink preferido em qualquer menu para terminar com a minha indecisão de escolha: “eu quero um Bloody Mary”.

Claro que esse meu ritual já me trouxe várias decepções. Toda a expectativa para provar a melhor combinação da sua vida e aí vem um suco de tomate ralo, sem gosto de pimenta – sem graça, sem personalidade. Às vezes, só de olhar para o copo na bandeja já sei que não vai rolar. Se os cardápios tivessem foto eu economizaria muitos Bloody Mary’s perdidos. Tenho um olhar clínico.

Drink Bloody Mary

Várias versões do Bloody Mary: qual é o seu preferido?

Expert que virei, acabei desenvolvendo minha própria receita. Começo colocando um dedo de limão espremido no copo. Depois, é a vez do suco de tomate (eu uso o das latinhas da Campbell’s, de 340 ou 163 ml, assim não fica uma garrafa quase cheia na geladeira. Mas luxo mesmo é fazer como meu amigo Agui me ensinou, com suco de tomate tirado na hora. Isso, só em dias especiais…). Hora do tempero: duas gotinhas de molho inglês, pimenta do reino moída e sal (na medida da felicidade de cada um). Para finalizar, algumas pedrinhas de gelo e uma dose de vodca proporcional ao que o seu dia (ou sua noite) pede.

Numa das minhas últimas experiências, acrescentei ainda duas gotinhas daquele molho de pimenta suave Mendez, um amarelinho e bem consistente. Achei que tinha feito uma grande besteira ao misturar tudo no copo, mas quando provei descobri que tinha chegado perto da perfeição. Picante na medida certa.

Agora, uma historinha sobre o título deste post. Na semana passada fiz um happy hour com uma amiga num bar do lado do escritório. Quando comentei sobre a minha “mania”, ela me falou da hashtag #embuscadobloodymaryperfeito, que o jornalista Alexandre Matias usa em seu perfil no Instagram (o Trabalho Sujo). Amei a hashtag porque ela meio que resume o que vem acontecendo comigo. Hoje à noite, o meu brinde vai ser num dos meus endereços preferidos em São Paulo, o Bar Balcão. E com um pequeno luxo. Vou sentar, sorrir para o garçon e, dependendo de quem me atender, ouvirei um: “vai um Bloody Mary hoje?”. Não preciso mais nem pedir.

Foto: Getty Images

 

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Débora Fortes

Especialista em Marketing e Comunicação, com um pé na tecnologia e outro na cozinha.

Economista e jornalista de formação, sempre trafegou pelo mundo da comunicação e da tecnologia. Trabalhou nas duas maiores editoras de revistas do país e hoje vive viajando pela América Latina como executiva de Marketing (mas sempre dá um jeito de colecionar alguma experiência gastronômica entre uma reunião e outra). Acumula muitas milhas no fogão e dois cursos na Le Cordon Blue de Paris. Quando bate o stress, sua terapia é na cozinha – de preferência com a mão na massa de pizza napolitana ou de nhoque.

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