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setembro 2016

29
set

Uma dose de açúcar (com favas de baunilha)

Algumas das sobremesas que eu mais gosto de fazer coincidentemente (ou não!) levam favas de baunilha. Quando penso no aroma que sai delas lembro dos tempos em que nem sabia como eram em seu estado natural. Nos livros de receita da minha Vó baunilha era sinônimo de essência, aqueles vidrinhos até hoje vendidos no supermercado, com um gosto super artificial. Se já não é fácil encontrar as favas hoje no Brasil, naquela época era quase impossível.

Lojas de ingredientes importados, supermercados gourmet e feiras mais badaladas, como as da Vila Madalena, são opções certeiras para comprá-las aqui. Mas os preços… Já cheguei a pagar mais de 10 reais por uma única fava, e a comparação com os preços de mercados como Paris, Dubai ou Istambul dói. Numa das minhas últimas viagens a Paris trouxe um pacote com 50 favas que saiu por menos de 25 euros. Para quem vai para lá, fica a dica de passar na loja G.Detou, um achado bem no centrão da cidade.

Agora, vamos ao título do post. O que o açúcar e a baunilha tem a ver? Absolutamente tudo. Fiz essa descoberta há exatos cinco anos, quando recebi uma receita de crème brûlèe de um amigo querido dos tempos de faculdade, o Agnaldo. Eu havia comprado um maçarico e estava ansiosa para estreá-lo. No finzinho da receita, o Agui deixou uma dica que ficou para sempre: “Não se esqueça de aproveitar a casca da fava para misturar no açúcar.”

Experimente: depois de fazer qualquer receita com a fava, deixe a casca secar bem e coloque alguns pedaços no seu açucareiro. Toda vez que abri-lo você vai sentir um aroma especial e ganhar muito mais do que algumas calorias.

 

PS: Não demorou para que a receita do Agui virasse a sobremesa mais pedida entre os meus amigos que vêm jantar em casa – e já teve até quem me trouxesse favas de presente de alguma viagem só para garantir a produção regular de crème brûllée ;-). 

 

21
set

Let´s Churras

Estou feliz e animado em participar desse projeto. Com grande prazer espero contribuir com informações, dicas, receitas e tudo mais que envolve o mundo da grelha e do churrasco.

Trabalhei alguns anos ao lado de Marcos Bassi, e tive a sorte de aprender bastante sobre o mundo da carne e do churrasco. Mas o ensinamento mais importante que aprendi com o Marcos, serve tanto para a carne, quanto para qualquer tipo de alimento e até mesmo profissão. “A qualidade da carne ou do alimento é extremamente importante, mas o jeito que você trata e manuseia, esse deve ser único, isso é o que te faz diferente.

Imagino eu, que por esse motivo existam tantos churrasqueiros, cozinheiros, coqueteleiros, doceiros e etc. Os amadores apaixonados por culinária que estão entre nós. Aquele amigo que começa a comandar a grelha sem que ninguém peça. A amiga que vai escondida para a cozinha e de repente aparece com alguma surpresinha especial. O animado que sempre apresenta um drink diferente na hora certa.

Essas pessoas tem a incrível paixão de servir. A paixão de ver as pessoas felizes e satisfeitas com algo que lhes foi servido. Esse é um sentimento realmente bom.
São essas pessoas que um dia se aventuram a abrir restaurantes, bares, docerias e etc. Sentem a necessidade de colocar o que fazem de melhor, dentro da boca das pessoas, o que se torna maravilhoso para o mundo. Coisas boas feitas com paixão.

Eu sou esse cara do churrasco. Desde de pequeno comandei a churrasqueira ao lado do meu pai. Muito antes de trabalhar com o Bassi, eu já era o churrasqueiro da turma, aquele que começa à comandar a grelha sem que ninguém peça. Sou um apaixonado por churrasco. Faço sempre que posso, seja para amigos, esposa, família ou até mesmo sozinho. Todo aquele ritual me encanta, desde acender o fogo até cortar o primeiro naco de carne. Pode levar tempo e precisa ter paciência, mas não existe pressão, afinal, é um churrasco.

Eu reputo o churrasco como o evento gastronômico mais bacana que possa existir no mundo. Acho que é o único evento que você pode vestir bermuda e chinelo, independente de onde seja. Se você for convidado para um churrasco no Palácio de Buckingham, você pode aparecer de bermuda e chinelo. “Me disseram que era um churrasco!” Por isso que o churrasco é a refeição mais preparada no Brasil durante os finais de semana. Esse dado é meu, não vi no Data Folha, inventei agora e imagino que seja verdade, acho que tenho mais credibilidade que o Data Folha, não? É só parar para pensar e ver para quantos churrascos você foi convidado nos últimos tempos.

É o tipo de evento que não existe classe social, no final das contas, todo mundo faz e come churrasco. Um caminhoneiro assa carne dentro de uma roda de ferro na beira da estrada, assim como um milionário faz churrasco em alto mar no seu barco de 70 pés. Tirando vegetarianos, acho que nunca conheci uma pessoa que não gostasse de churrasco. Não é pra menos, afinal, churrasco é bom demais!

Let´s churras galera! Vamos assar muita carne, trocar ideias e boas experiências.

Um grande abraço

 

20
set

Receita de massa fresca diferente

Massa fresca, comparada às industriais é algo que realmente faz diferença. Não é muito prático fazê-las em casa mas é bem fácil quando se tem uma máquina, manual ou elétrica. Sempre que faço, fico imaginando que loucura era a trabalheira que as mamas italianas tinham nos primórdios para esticar uma massa sem máquina, até hoje algumas delas fazem questão de passar horas esticando, esticando, esticando… bom, sem dúvida o sabor compensa depois. Até porque as farinhas italianas são realmente diferenciadas. Na Europa eles possuem uma variedade diferente de trigo, com glúten mole, mais macio, então se tiver acesso a uma farinha italiana (do tipo 00), vale muito a pena. Mesmo assim, é de se admirar o amassa-amassa tradicional de longa data.

Receita de Massa Caseira

Massa Caseira

Bom aqui na Ámerica, mais precisamente em casa, fazemos de vez em quando, aos finais de semana e cada vez testamos uma receita nova. Uma das que mais gosto, vou ensinar agora.

A mais tradicional receita diz para usar 1 ovo para cada 100 gramas de farinha. Se quiser a massa mais amarelinha, pode usar só a gema, aí nesse caso são 2. Você pode tb substituir 1/3 da farinha por semolina, que também deixa mais amarelinha e macia, mas não é tão fácil de encontrar como a farinha normal. Aqui, vamos fazer uma bricadeira e trocar 1 ovo por 50ml de vinho branco (chardonay, por exemplo). Usei a princípio 500g de farinha 00, 4 ovos e o vinho.

Como fazer:

Em uma tigela, coloque a farinha e faça um espaço no meio. Coloque os ovos já misturados (não é necessário bater, apenas misturar) ou coloque os ovos inteiros e bata ali mesmo. Acrescente o vinho. Misture com a farinha o máximo que puder, pode começar com o garfo e terminar com a mão. Passe farinha na mão e continue amassando para estimular o glúten. Não pode ficar grudenta, tem que virar uma bola de massa macia e elástica. Quando chegar a esse ponto, deixe na tigela e coloque-a coberta com filme plástico dentro da geladeira por 1/2 hora. Depois abra com o rolo na mesa (espalhe farinha para não grudar) ou estique com a ajuda da máquina.

A massa fica macia, cozinha super rápido e não fica com gosto do vinho. Experimente!

 

Veja também a Receita de Focaccia sem Glúten da Paula!

 

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16
set

Dry Martini Clássico

Dry Martini, um clássico sempre bem vindo em momentos especiais e de confraternização!

Receita clássica:

2.5 oz (1oz = 30ml) – Gin

0.5 oz (1oz = 30ml) – Dry Vermouth (Vermute seco branco)

1 dash (um lance) – Orange bitter (bitter de laranja)

Decoração: 

1 twist (casquinha fina) de limão

Taça: Martini Cocktail

Como preparar:

Adicionar todos os ingredientes em um mixing glass (copo de preparação de cocktails) e completar com gelo.

Mixing Glass

Mixing Glass

Bailarina de bar

Bailarina de bar

Coador de bar

Coador de bar

Mexa até resfriar o vidro e o conteúdo. Coe para a taça e decore com uma casca de limão. Pronto, divirta-se!

Dica: Se você não possui estes utensílios profissionais, procure fazer com aquilo que você tem em casa. Um copo grande e uma colher longa para misturar os ingredientes, e coe com aquelas pequenas peneiras de cozinha ou apenas brecando o gelo quando for despejar o liquido na taça!

Gosta de Drinks? Veja também as dicas e a receita de Bloody Mary da Débora.

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5
set

Um guia básico para explorar o Eataly

Nunca pisei em um dos parques da Disney. Mas tenho a minha própria Disneylândia gastronômica em São Paulo – e, para minha sorte, fica no caminho entre o trabalho e a minha casa. Só de pisar no Eataly me teletransporto para diferentes latitudes. Pode ser um vilarejo na Toscana ou para Nova York, onde conheci a rede italiana pela primeira vez. Para quem nunca passou por uma das lojas, explico o conceito: é um misto de supermercado gourmet com comidinhas, ingredientes, bebidas, livros e acessórios bacanas (e, ok, caros…). Tudo isso cercado de restaurantes temáticos por todos os lados. Tem o italiano (recorde de espera), o de risotos, o de carnes, o de peixes, o mais sofisticado… Só os restaurantes já valem um post separado (e isso já está na minha listinha!).

A proposta hoje é dar uma ideia de coisas bacanas que você pode comprar no Eataly sem ir à falência. Nas minhas visitas já saí várias vezes mega feliz com aquisições de um ticket de 30 reais. Fanática assumida, fui conhecer a loja de São Paulo na JK no dia da inauguração e estou na expectativa para a nova unidade da Avenida Paulista, prevista para o ano que vem. Posso dizer que virei tipo uma “tia Augusta” do Eataly. Cada vez que levo amigos para conhecer a loja, saio fazendo um tour e mostrando minhas aquisições preferidas, que replico aqui pra você:

Azeites no Eataly

Azeites: para saborear com a boca e com os olhos

  • Azeites
    Prefiro começar minha visita pelo primeiro andar porque aí estão as coisas mais pesadas para ir no fundo da cestinha (e as coisas frescas estão no térreo). Na área de azeites, não se assuste com os rótulos que passam dos 100 reais. Respire e siga para a opção servida nos restaurantes da casa. É da marca Cusina, e 500 ml custam pouco mais de 50 reais. Esse azeite tem um sabor bem pronunciado e fica uma delícia para molhar no pão.
  • Farinha
    Depois que fiz um curso sobre a verdadeira pizza napolitana, nunca mais consegui usar as farinhas comuns do supermercado. O resultado com as italianas, claro, é imbatível. Geralmente compro a marca 5 Staggionni. Custa uns 15 reais, e um pacote de um quilo rende umas 8 pizzas grandes (ou um montão das pequenas, que faço para comer com uma saladinha).
  • Arroz
    Outro aprendizado num curso, desta vez no Eataly mesmo, foi focar no arroz Carnaroli para fazer risoto, em vez de usar o tradicional Arbóreo, dá um resultado melhor. Mas há uma variedade imensa de tipos e marcas nas prateleiras. Dá para encontrar arroz negro e aqueles risotos artesanais prontos que a gente compra na Itália – eu amo o de limão siciliano e o de funghi.
Eataly massas frescas

Massas frescas: escolha na vitrine as opções do dia

  • Pasta
    Esqueça qualquer tentativa de se controlar ao passar pelas massas (aliás, elas estão espalhadas por diferentes áreas e andares, só para aumentar a tentação…). Divida a sua atenção em dois focos. Primeiro, analise as secas. Tem macarrão de todos os tipos, formatos e gostos, como os de Nero di Seppia, Tartufo, Olive e Funghi. Mas a estrela da casa está na parte de massas frescas. Você compra por quilo, com opções que vão do nhoque de batata ao ravióli de abóbora e o tagliatelle barbabietola (beterraba em italiano).
  • Vinhos
    Boa parte dos rótulos é overpriced (há opções que passam de 3 mil reais a garrafa…). Mas sempre dá para achar vinhos italianos e até espumantes na faixa dos 50 reais. Fique de olho também nas promoções, às vezes tem até Brunello com um desconto significativo.
  • Queijos e embutidos
    Agora estamos no térreo e por mais caro que esteja o presunto de Parma é difícil resistir a pegar uma bandejinha com algumas gramas para matar a vontade. Os salames também são incríveis. Na parte dos queijos, os meus queridinhos no Eataly são o Grana Padano (geralmente dá para encontrar pedaços bem pequenos que não matam o bolso) e o Taleggio, que é super cremoso. Mas vale ir experimentando algo diferente a cada visita.
Pão de azeitonas Eataly

Pão de azeitonas: um clássico do Eataly

  • Pães
    Se você chegar nos horários de pico com certeza vai conseguir ver o pessoal da padaria com a mão na massa. Já aviso que vai ser difícil sair sem levar algo da padaria. O pão de azeitonas é imperdível (é grande, mas dá para fatiar e congelar). Tem muita coisa bacana para explorar: o de figo, o de calabresa, as focaccias espalhadas no balcão… Até o pão de hambúrguer da casa é uma delícia – e fica perfeito com o hambúrguer vendido no açougue, bem alto e suculento.
    A última parada obrigatória, para mim, é sempre na área de frutas e verduras. Já que o pecado da gula será inevitável, que pelo menos ele venha acompanhado de muita rúcula, um pouco de tomilho e uma salada de frutas fresquinhas.

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